quarta-feira, 20 de maio de 2015

Bia Goes e sua bagagem musical

Foto: Marco Aurélio Olimpio
Agradecimentos especiais a Patrícia Chammas


Voz precisa, de timbre doce canta ritmos nordestinos

Quando se nasce em um berço como o da cantora paulistana Bia Goes, a possibilidade de se tornar uma grande artista é totalmente real. Bia é filha da dupla musicalmente consagrada: Arismar do Espírito Santo e Silvia Goes. Dona de uma voz suave e afinadíssima, a cantora passeia bem por todos os gêneros musicais, mas escolheu para o CD de estreia, que leva seu nome, ritmos como o forró, o baião, o coco, o xote e as chulas. Desde pequena convivendo intensamente com a música de qualidade que circulava entre os cômodos da casa e com artistas consagrados como Hermeto Pascoal, a menina foi pegando gosto pela música da qual se alimentava. O CD conta com 12 faixas dirigidas por Ricardo Valverde e tem a qualidade do selo Pôr do Som. Adornando as músicas, participam especialmente: Silvia Goes, Arismar do Espírito Santo, Zezinho Pitoco, Heraldo do Monte, Luizinho 7 Cordas, Oswaldinho do Acordeon, Dominguinhos, Thiago Espírito Santo, entre outros.
O álbum é aberto em grande estilo com um baião daqueles que nos remetem a uma sala de reboco, onde dançamos agarradinhos, de rosto colado. É o que ouviremos na primeira faixa, “Todo Mundo Quer Dançar Baião” (Tito Bahiense/Manuca de Almeida). O arranjo é assinado pela mãe, Silvia Goes, e tem participação mais que especial do mestre Heraldo do Monte e sua guitarra inconfundível. Agora é a vez de ouvir um xote bem pé-de-serra, com uma letra moderna e a temática do amor que se desfaz: “Fim de Linha” (Julio Valverde/Karmo). Na audição da terceira faixa, me deu uma saudade danada do saudoso mestre Jackson do Pandeiro, que cantava como ninguém o coco sincopado. Aqui ouviremos uma interpretação arrojada de Bia, que mandou muito em “É Só Socó (Rafael de Carvalho), esse coco trava-línguas que ganhou arranjo do grande Luizinho 7 Cordas.
Dividindo os vocais com João Mendes, a cantora entoa os versos de “Deu Foi Dó” (Roberto Mendes/João Mendes), com a participação especial de Oswaldinho do Acordeon. A poesia ganhou a voz de Bia que aconchega cada acorde na belíssima “Baião de Amor” (Julio Valverde/Péri). Duas canções instrumentais assinadas pelo pai, Arismar, ganham da filha vocalizes pra lá de especiais: “Hai Kai” (A.E.) e “Cadê a Marreca” (A.E.). Um dos momentos mais belos do CD é a interpretação do clássico “Contrato de Separação” (Dominguinhos/Anastácia) que, de quebra, ainda tem a participação especial do mestre que já nos deixou, aqui eternizado. Salve, Dominguinhos!
Bia fez uma boa escolha de repertório para este CD de estreia. “Do Outro Lado do Quintal” (Ricardo Valverde/Juliana Valverde) é mais um belo tema. Dedicada ao irmão Thiago, a cantora canta “Farinha” (Péri). Para homenagear o grande “Lua”, a cantora divide os vocais com Tito Bahiense no belo xote “São Luiz Gonzaga” (Tito Bahiense/Manuca de Almeida). Para encerrar em grande estilo, o puxar do fole do mestre Oswaldinho do Acordeon é que dá o tom na gostosa “Arrastapé” (Rafael de Carvalho)
Que venha o próximo, menina que nasceu para cantar!

terça-feira, 12 de maio de 2015

Um concerto para a amizade

Foto: Verlaine Veloso Sarmento Sá
Agradecimentos especiais a Patrícia Chammas


Expoentes da MPB criam show inédito. Juntos, do início ao fim

Acontece nesta sexta-feira, 15, em São Paulo, um dos maiores shows da música brasileira dos últimos anos, carinhosamente batizado de “Encontro Marcado”. O show trás ao palco do City Bank Hall o cantor e compositor mineiro Flávio Venturini, a dupla Sá & Guarabyra e a banda 14 Bis que, juntos, irão comungar com o público 40 anos de amizade e parcerias.
Idealizado pela Cadoro Eventos, esse mega acontecimento teve seu início em 30 de maio de 2008, no Chevrolet Hall, em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, o saudoso Zé Rodrix (1947-2009) integrava o emblemático trio “Sá, Rodrix & Guarabyra”. Três anos depois aconteceu, no mesmo local, o segundo encontro, com formato similar, porém, algo faltava naqueles shows: envolvimento e troca musical entre as bandas. Três grandes atrações se reversavam no palco e só se encontravam ao final, para o encerramento em conjunto.
Este terceiro “Encontro Marcado” terá outra dinâmica. Depois de se reunirem para ensaiar, chegaram à conclusão de que não teria sentido repetir o formato anterior e decidiram que todos cantariam as músicas do rico repertório como uma única banda. Resolveram rearranjar velhos clássicos, dando a eles nova roupagem, resultando numa alquimia musical inédita. Essa turnê teve início na capital mineira, no último dia 7 de março, levando o público ao delírio.
Agora é a vez de São Paulo conferir, em uma única apresentação, o que eles têm para nos mostrar.
Acho de suma importância informar aos meus leitores que o grande elo desse encontro é a dupla Sá & Guarabyra. De certa forma, eles abriram as portas, em 1974, tanto para Flávio Venturini, como para Sérgio Magrão. Nessa época, ambos foram músicos da dupla e, consequentemente, viraram parceiros em grandes temas como Espanhola (Flávio Venturini/Guarabyra), Criaturas da Noite (Flávio Venturini/Sá), Caçador de Mim (Sérgio Magrão/Sá), entre outras.
Outro fato relevante é que os fãs da banda 14 Bis, desde 1990 até hoje, não tiveram a oportunidade de ver um show com o fundador da banda, Flávio Venturini e seus companheiros cantado sucessos como Planeta Sonho, Linda Juventude e Todo Azul do Mar. Será uma noite para ficar guardada na memória.
Um CD está sendo gravado para registrar esse grande acontecimento na carreira dos artistas. O empresário Carlos Alberto Xaulim, da Cadoro Eventos, me garantiu ontem, por telefone, que a turnê terá seu registro em DVD. O espetáculo acontece nas capitais e principais cidades brasileiras. Preparem o coração, pois o show começa com “Canção da América” (Milton Nascimento/Fernando Brant), que tem tudo a ver com esse momento tão especial na vida desses amigos, na estrada há mais de 40 anos, exceto o 14 Bis, que comemora 36 anos juntos.
Para o “grand finale”, duas canções para lavar a alma do público: “Linda Juventude” (Flávio Venturini/Márcio Borges) e “Sobradinho” (Sá & Guarabyra).

SHOW ENCONTRO MARCADO – 15 de maio (sexta-feira), 22h – City Bank Hall – Avenida das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro, SP.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Mirando as festas juninas

Agradecimentos especiais a Patrícia Chammas


O forró de Xico Bizerra sacode as bandeirolas

Apenas um mês nos separa das festas de maior popularidade no Nordeste: as festas juninas. Caruaru (PE) e Campina Grande (PB) disputam visibilidade e duelam de forma harmoniosa para fazer a melhor festa, paralelamente às demais cidades da região que conservam essa tradição. Pensando nisso, o Selo Passa Disco, de Recife (PE), sob a direção de Fábio Cabral de Mello – um verdadeiro apaixonado pela cultura popular e pela arte –, acaba de lançar a coletânea “Pernambuco Forrozando para o Mundo” que traz 20 faixas de autoria do compositor, poeta e cantor Xico Bizerra.
A loja de CDs/DVDs Passa Disco foi fundada em novembro de 2002. O espaço, que fica no Shopping Sítio da Trindade (Estrada do Encanamento, 480 – Parnamirim, RE), não é uma loja convencional onde só se encontra o que a grande mídia veicula. Lá você acha o que há de mais sofisticado na música popular brasileira e nas culturas populares do País. Fábio afirma categoricamente: “A qualidade da nossa música sempre terá lugar garantido em nossas prateleiras”.
Pensando em ser mais útil – principalmente para a cultura pernambucana –, o empresário lançou, em novembro de 2006, o Selo Passa Disco, que tem um papel fundamental no desenvolvimento e na conservação, distribuição e divulgação da música de seu estado. O selo até agora lançou: “Pernambuco Cantando para o Mundo” (já no terceiro volume), “Pernambuco Frevando para o Mundo” (em dois volumes) e, mais recentemente, “Pernambuco Forrozando para o Mundo”, cuja primeira edição reverenciou o mestre Dominguinhos.
Este segundo “Forrozando para o Mundo” presta uma singela homenagem ao compositor, poeta e cantor cearense, Xico Bizerra, que foi adotado por Pernambuco e se tornou cidadão do Recife. A coletânea contempla e comemora sua carreira de15 anos de estrada. Neste período, Xico gravou 10 CDs intitulados “Forroboxote” (www.forroboxote.com.br), dos quais foram extraídas as músicas para compor o álbum.
Bizerra também escreve contos e crônicas, prefacia livros e apresenta um programa sobre forró, às terças e sextas-feiras, na emissora Folha FM, de Recife. Chama a minha atenção ver um artista com tamanha popularidade no Nordeste ser tão pouco divulgado nas mídias do Sudeste e de outras regiões do Brasil, mas o Planeta MPB, sempre atento, faz o seu papel.
Um total de 335 intérpretes diferentes já cantaram suas composições, entre eles: Amelinha, Cida Moreira, Dominguinhos, Elba Ramalho, Marinês, Quinteto Violado, Trio Nordestino, Xangai, Adelson Viana, Chambinho, Irah Caldeira, Flávio José, Gonzaga Leal e muitos outros.
Com 905 gravações ao todo, sendo 276 delas composições de sua autoria, o artista cearense/pernambucano Xico Bizerra se consolida na cultura nordestina.
Deve ter sido uma árdua tarefa para Fábio de Mello escolher 20 temas entre um mar de sucessos. Eis as eleitas, e que venha o 3º da série!

1 – Se tu Quiser (X.B.) – Elba Ramalho
2 – Musa (Xico Bizerra/Gennaro) – Dominguinhos
3 – Chico das Águas (Xico Bizerra/Toinho Alvez) – Quinteto Violado
4 – Oração do Sanfoneiro (X.B.) – Chambinho, Cezzinha, Targino Gondim, Waldonys , Adelson Viana
5 – Pé-de-saudade (Xico Bizerra/Aldaberto Cavalcanti) – Marinês
6 – Jarrim de Fulô (Xico Bizerra/Cicinho do Acordeon) – Santanna, o Cantador
7 – Forró do Bole Bole (Xico Bizerra/Diego Reis) – Trio Nordestino
8 – Hoje tem Forró (Xico Bizerra/Fábio Passadisco) – Silvério Pessoa
9 – Baião Vagamundo (X.B.) – Flávio José
10 – Céu de Baião (Xico Bizerra/Luciano Nunes) – Amelinha
11 – Para Bom Entendedor (Xico Bizerra/Gennaro) – Trio Sabiá
12 – Oferendar (Xico Bizerra/Flávio Leandro) – Flávio Leandro
13 – Aroma de Alegria (X.B.) – Josildo Sá
14 – Pelos Cantos da Casa (Xico Bizerra/Maciel Melo) – Maciel Melo
15 – Vou Deixar Não (X.B.) – Irah Caldeira
16 – Bom de Prosa (Xico Bizerra/Maria da Paz) – Petrúcio Amorim
17 – Você Não Quis (Xico Bizerra/Luciano Nunes) – Adelmário Coelho
18 – Oceano do Querer (Xico Bizerra/Maria Dapaz) – Jorge de Altinho
19 – Tangendo a Dor (X.B.) – Nádia Maia
20 – Se tu Quiser (X.B.) – Projeto Sal

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Um disco para gente grande

Foto; Ana Dourado
Agradecimentos especiais a Patrícia Chammas


A música brasileira é, sem dúvida, a mais rica do Planeta em todos os quesitos. A cada dia ela nos oferece um cardápio sonoro de nos dar orgulho. Hoje apresento a cantora paulista Martina Marana, que estreia com o CD “Correnteza de Ar”. O álbum traz 12 temas, com direção da própria cantora em parceria com o pianista André Marques, que assina os arranjos em dez canções. André traz para o trabalho de Marana toda a sua vivência com o mestre Hermeto Pascoal e imprime essa marca no CD. O que iremos ouvir é algo muito sofisticado e de bom gosto, para ouvidos sensíveis, acostumados a degustar obras ricas em detalhes. Martina convidou o grupo Noneto de Casa, que enriqueceu o trabalho com o som dos seus metais.
Um belo samba, “Apaixonada” (Eduardo Gudin/J. Petrolino), abre esta audição, nos presenteando com um elaborado arranjo de metais na introdução, que dialoga com o vocalize da cantora. Uma ciranda praieira ouviremos no tema “As Mãos de Yemanjá” (Pedro Ivo/Diogo Brandão). Viaje na percussão peculiar desse ritmo. A música de Hermeto está declarada no arranjo feito para o tema “Canção Eólia” (Rodrigo Duarte/Martina Marana). Aqui a artista assina a letra que deu origem ao título do CD: “Vento, hálito santo/Veraneando/Veste meu corpo/Vem meu calor apaziguar/Diva, vagando ao longe vai-se a brisa/Vista de cima/E correnteza de ar”. O álbum apresenta o novo entre os compositores da nova MPB e uma cantora que se entrega de voz e alma, trazendo para seu trabalho o ousado tempero dos arranjos de André Marques.
Já ouvimos samba, ciranda e agora é hora de ouvir o baião “Som Distante” (Adriano Dias/Rogério Trentini). Impregnado de uma boa letra, mais uma vez a cantora mostra o que tem de mais marcante em seu trabalho: os arranjos, utilizando metais que emolduram sua voz. Martina é uma cantora de interpretação intensa e segura. A cada canção ela nos mostra a que veio. Ouça “Odoyá” (Henrique Tarrason) e tire suas conclusões.
Com arranjos de João Paulo Gonçalves, ouviremos a singela e poética “Chuva na Praia” (João Paulo Gonçalves/Lígia Moreli/Bruno Ribeiro). Imbuída de emoção a cantora se entrega aos versos: “O mar me devolveu a paz do amor/Flores Brancas e alfazemas/Deixo estar, me esqueço aqui/Que a dor se desfaz”. Agora a cantora visita a música pantaneira e, de lá, nos mostra que tem intimidade com o chamamé ao cantar “O Poeta e a Canção” (Pedro Ivo/Diogo Brandão). “Improvável” (Matheus Baraçal) é título que tem tudo a ver com o arranjo que ganhou. Impressionante. Com uma batida de marcha na introdução, o maracatu “Além Mar” (Rafael Martini/Leonora Weissmann) é apresentado. Diego Garbin assina os arranjos da bela “Última Valsa de Elis” (Nenê/Pedro Marques), que ganha da cantora uma interpretação grandiosa. Um disco para gente grande é o que ouviremos do começo ao fim. Para finalizar, mais duas canções com o carimbo de Martina Marana: “Festejo de Fé” (Frederico Demarca/Marcelo Fedrá) e o “Samba do Encontro” (Gustavo de Medeiros/Luísa Toller).

quarta-feira, 22 de abril de 2015

De olho nos palcos do Brasil

Foto: Sergio Lopez
Agradecimentos especiais a Patrícia Chammas


É comum ver o artista brasileiro sendo reconhecido em terras estrangeiras antes do que na própria terra, até mesmo por nossa produção fonográfica ser extensa e os espaços e mídias disponíveis serem escassos, dificultando, de certa forma, a divulgação dos lançamentos. Não foi diferente com a compositora, violonista e cantora paranaense radicada na Espanha há sete anos, Thaïs Morell. A artista lançou seu primeiro trabalho, “Cancioneira”, pelo selo Sedajazz Records, de Valência.
O CD, produzido por ela mesma, conta com 12 faixas, sendo nove autorais. Na ponte aérea Espanha - Rio de Janeiro - São Paulo - Curitiba, a cantora tem conquistado fãs e a mídia especializada com pequenas turnês pelas três capitais, e pretende acentuar essa frequência para mostrar sua música aos compatriotas.
A canção que abre as audições dá título a esse primeiro álbum: “Cancioneira” (T.M.). É uma ciranda que me chama a atenção pela qualidade instrumental percussiva e pelos arranjos vocais na introdução. Além de escrever primorosamente as letras de suas canções, Thaïs passeia bem por ritmos como no belo samba “Agora ou Jamais” (T.M). Chegou a hora de ouvi-la emprestar sua voz na poética “Pra Viver Mais Lento” (T.M./A. Larousse), em que o piano dialoga com a cantora.
Com uma carreira já bem consolidada na Espanha, onde toca em casas noturnas, festivais e eventos, Thaïs também realiza workshops. Sua música é inclassificável, pois a ela domina com maestria ritmos nacionais, a famosa world music e o jazz, tornando-se uma artista universal. Além das cirandas típicas do nordeste, Thaïs também compôs um belo baião intitulado “Ode a São Longuinho” (T.M.). A cantora divide os vocais com Daniel Farah, em participação especial, na bela “Passa, Repassa” (T.M.), em que a música contempla a vida e o modo de viver bem.
Para falar daqueles amores que deixam marcas profundas, ouviremos “Pindaíba” (T.M./O. Nascarella/B. Buschle). Volto a afirmar que a paranaense tem um pé forte no Nordeste – agora ela nos presenteia com o frevo-canção, “Frevinho da Flor do Caminho” (T.M.). Destaque para o belo solo de trombone de Toni Belenguer. Um cello dá as boas-vindas à poesia cantada em “Caminhos”. Lindo demais...
Thaïs assina a letra em português para “Zamba de la Candelaria” (Eduardo Falú/Jaime Dávalos). Já ouvi centenas de versões da “Ciranda da Beira da Praia” (Antonio Baracho da Silva), mas confesso que a versão da Thaïs é a minha preferida. “Casa” (T.M.) foi composta para homenagear uma casa de artista de Curitiba, “dessas casas com festas incríveis no quintal, com fogueira, danças, cantorias, músicos, piano na grama”, diz a cantora.
Finalizando essa rica audição, “Wonpe/Mingbla” (Folk/Ghana) é cantada em “igbo”, dialeto nigeriano, com várias dobras vocais, remetendo a uma sonoridade tribal africana. Mais uma vez, Thaïs imprime sua identidade ao violão, com acordes elaborados e uma técnica toda própria.
Para adquirir este CD, mande um email para: info@thaismorell.com.