quarta-feira, 8 de julho de 2015

Estreia com personalidade

Foto: Fabiola Fanti
Edição e revisão: Patrícia Chammas

Bom-gosto aparece nas letras inteligentes
e no instrumental elaborado da banda

Em meio à quantidade de bandas e cantores que se lançam no mercado fonográfico brasileiro, alguns por selos renomados, outros bancando o próprio sonho de cair na estrada, eis que recebo, entre dezenas de trabalhos do lote da última semana, um, cujo nome me fisgou, a ganhar minha audição cuidadosa. Trata-se da união de quatro jovens que apostaram no próprio sonho.
“Planeta D” é uma banda paulistana com três anos de estrada, formada por Gustavo Vervloet (vocal e violão), Lucas Feletto (guitarra e vocal), Rafael Fernandes (baixo) e Leo Prieto (bateria e vocais). Produzido por Rodrigo Castanho, o álbum conta com 11 faixas, nove delas assinadas por Gustavo.
O trabalho apresenta personalidade, mesclando rock, pop e trazendo na essência de suas letras o cotidiano, as relações afetivas e a bagagem musical de Gustavo que, de todos integrantes, é o que mais tem vivência na área. Capixaba de Vitória, escolheu a capital paulista desde 2011, para aqui formar uma banda e pôr o pé na estrada.
“A escolha do nome ‘Planeta D’ remete a drama, desejo e outras experiências de vida do dia a dia”, comenta o vocalista. As influências da banda são: The Beatles, Mumford and Sons, Os Mutantes, Pearl Jam, Tom Jobim, Lenine, Incubus, Gilberto Gil e Nando Reis. Gustavo também gosta de ressaltar suas referências literárias como Fernando Pessoa, Hermann Hesse, Eckhart Tolle e Vinícius de Moraes.
O Planeta D não veio para brincar de fazer música, eles nos mostram um CD bem produzido, com vocal e instrumental maduros e estão preparados para angariar uma legião de fãs Brasil afora.
Para abrir a audição, a canção “Se ao Menos” (Lucas Feletto/Gustavo Vervloet/Gustavo Rosseb) nos remete a uma reflexão, um olhar para dentro, a busca pela paz interior. O “enfrentar os medos” que nos rodeiam e a busca pela paz se ouve em “Fé de um Sonhador”.
Além de cantar bem, Gustavo tem o dom com as palavras que modelam as melodias. O amor e a busca da paz são temáticas fortes no trabalho da banda. “Antes que o Sol” é um dos exemplos disso e com cuja letra nos identificamos em algum momento. A biografia de um amor é o que conta a canção “Está na Cara”, história entre Gustavo e a mexicana Lou Salguero, conhecida durante uma viagem à Índia. Ela largou tudo em seu país para viver esse romance com o músico no Brasil.
A segunda canção em que Gustavo divide a parceria, desta vez com o guitarrista Lucas Feletto, é “Se o Mundo Resolver Girar”. “Só há espaço para quem abre espaço dentro de si”, é assim que a canção “Espaço” faz o alerta.
Gostei muito da forma com que os temas foram mixados, sem puxar a sardinha pra um lado ou para outro. A sétima canção, “Contos”, para mim deve virar hit. Ela pega na veia com uma poesia moderna, conclamando os jovens a se agregar em busca do amor.
As canções a seguir prezam pela mesma temática e, assim como as anteriores, colocam a banda na estrada: “Seu Norte”, “Clínica”, “A Viagem” e “O Salto”.
Sucesso nessa caminhada!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Com a bênção de Hermeto

Agradecimentos especiais a Patrícia Chammas

Versátil cantora e multi-instrumentista, Aline Morena
lança seu primeiro álbum

 Se fazer parte da trupe de Hermeto Pascoal já é um prazer imensurável, imagine ser abençoado musicalmente por ele, que é referência mundial em criatividade, musicalidade e improvisação!
Aline Paula Nilson, ou simplesmente Aline Morena, uma jovem artista de 36 anos, completados no último dia 29, é privilegiada, pois comungou desse universo, literalmente de perto: foi casada com o “Mago”. Hoje são apenas amigos, mas Aline tem de Hermeto o respeito musical que a artista gaúcha merece.
Depois de dividir com o músico os CD e DVD "Chimarrão com Rapadura" e o CD "Bodas de Latão", em comemoração aos sete anos juntos, chegou a hora dela se lançar na carreira solo e colher os frutos do aprendizado de tantos anos.
“Sensações” é o título de seu CD de estreia, que apresenta uma cantora madura e uma instrumentista, navegando bem do piano ao pandeiro, da viola caipira à percussão corporal.
Dirigido e assinado por Hermeto Pascoal, o álbum conta com 18 canções e apresenta a fase compositora e intérprete dessa talentosíssima artista. Aline foi acompanhada por uma senhora seleção de músicos: Hermeto Pascoal, João Pedro Teixeira. Itiberê Zwarg, Ajurinã Zwarg, Márcio Bahia, Fábio Pascoal, Elísio Costa, Guego Favetti, Leonardo de Medeiros, Mariana Zwarg, Carol Panesi, Karina Neves, André Marques e Vinícius Dorin.
Prepare-se para conhecer o universo do canto de Aline, que chega a notas agudíssimas, de arranjos com a assinatura peculiar de Hermeto.
A primeira canção, “Canjica Animada”, já nos dá uma ideia de como será a audição até o final do CD. Nela, a artista, além de cantar, toca piano com um arranjo cheio de contratempos, marca registrada da música de Hermeto. A segunda canção, “São Jorge”, é uma pintura musical assinada por Hermeto e Aline, lindo tema que nos remete a um passeio num fim de tarde. A cantora acompanha a melodia com vocalizes, e declama os versos da canção.
A clássica “Todo o Sentimento” (Cristóvão Bastos/Chico Buarque) ganha roupa nova e sai para desfilar, agora em companhia de Aline Morena. Mais uma da dupla Aline e Hermeto, “Boiada”, mostra um baião nos moldes do Mago, com voz e instrumentos dialogando numa sintonia tal, que mais parece um trem cruzando o sertão. Simplesmente fantástico.
Uma demonstração de que mesmo depois do fim da união fica o sentimento de amizade, ouviremos em “Com Carinho” (A.M.). A gaúcha nos prova que a convivência com Hermeto e grupo lhe proporcionou mergulhar em um universo sonoro jamais adquirido em uma universidade de música, e nos brinda com um autêntico baião: “Lamento Verde”.
Agora é a vez de mostrar um samba em “Aconteceu” (A.M.). Na sequência, mais um clássico a que a cantora empresta a voz com emoção: “Beatriz” (Edu Lobo/Chico Buarque). “Chá de Panela”, composição de Guinga e Aldir Blanc em homenagem a Hermeto, aqui ganha interpretação da artista.
Um instrumental conduzido com vocalizes e muita improvisação se ouve em “Voa Ilza” (H.P.). Com Guego Favetti, Aline divide os versos da maravilhosa “Tenho Sede” (Dominguinhos/Anastácia). Em “Estrela Guria”, destaque para as camadas de vozes que se sobrepõem. Magnífico! “Canturia” (Elísio Costa/Dona Divina) traz elementos fortes da cultura e linguagem de Lagoa da Canoa (AL), terra de Hermeto.
Para finalizar este CD que coloca a cantora gaúcha na estrada, ouviremos um tema assinado por ela: “Está no Ar” e outros quatro assinados pelo mestre Hermeto Pascoal “Sereiarei”, “Úrsula”, “O Meu Coração Bateu” e “Frevando em Manaus”.
Que venha muito mais, Aline Morena!

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A ilusão da liberdade

Foto: Edgar Bueno
Agradecimentos especiais a Patrícia Chammas


Críticas sociais e enlevos amorosos 
se alternam povoando as letras de Lugó

Entre milhares de artistas independentes que buscam afirmação e tentam dignamente mostrar seu trabalho, me deparo com o jovem cantor e compositor paulistano Márcio Lugó, que, numa trajetória de seis anos, nos apresenta sua segunda cria, “Liberdade Aparente”, CD bem recebido pela crítica especializada.
Produzido pelo artista e por Rafa Moraes, o álbum contém dez canções, sete delas assinadas pelo cantor. Os temas trabalhados por Lugó vão lhe conduzir por reflexões sociais, bem como pelos desamores quase inevitáveis da vida.
O segundo trabalho de todo artista gera grandes expectativas no público, que nem sempre são correspondidas. No caso de Márcio isso não se confirma – o CD chegou maduro, pronto para ser degustado e compartilhado, pela qualidade que apresenta.
Mergulhado no cotidiano das grandes metrópoles, o artista descreve muito bem como somos vigiados 24 horas por câmeras que flagram nossos passos, nossos delírios e anseios. A música que dá título ao CD, “Liberdade Aparente”, é a estampa de uma liberdade em foco.
A segunda canção, “Tsunami”, retrata os relacionamentos que, mesmo antes de começar, se acabam. Muitos vão se enxergar entre as curvas dessa melodia. A primeira composição, dividida com Tiago Tadeu, “Sou Assim”, mostra que o artista está pronto. Sua voz límpida como água de nascente nos conduz pela poesia da canção.
Um arranjo perfeito para um tema que fala de amor tem a moringa na marcação, um acordeon solene e um violão em prol da bela “Pra Durar”. Impossível ouvir uma única vez. Dividida com Helena Margarido, a crítica social de “Trégua” nos convida a uma reflexão. O artista foca de forma inteligente sua análise e, com um “sambão”, manda seu recado em “Promessas”.
Para mim, a canção mais bonita do CD, “Perguntas”, tem a poética impregnada em cada frase, e sua singela melodia nos convida a ser o personagem da canção: “Incerto, incompleto/À deriva no infinito/O impasse, o imprevisível/O estático falível/Perguntas que me trazem o sentido/Inerte inflexivo/Acuado e aflito/Mudanças não chegam sem motivos/O impulso o improviso/São rajadas de alívio/Pergunto e sinto que vivo/E quero mais e vou buscar/Eu vou”.
Com objetivos claros de abranger um público cada vez maior – o que já vem acontecendo –, Márcio Lugó diz: “Quero chegar e tocar as pessoas, fazê-las pensar diferente”. Sua música é autêntica, o que o coloca num patamar privilegiado. O álbum já ultrapassou mais de seis mil downloads.
Sonhei” é uma canção que fala de quem já viveu uma separação e fica se perguntado se a relação tem volta ou não. Muitos vão se identificar com ela. Em “Você”, é notável a influência do jovem artista pela música do já consagrado cantor e compositor pernambucano Lenine.
Para finalizar esta audição, uma canção cheia de efeitos e suingue e um arranjo de metais. Com uma boa sacada na composição, a música contempla em suas nuances o maracatu e a batida do berimbau para a roda de capoeira.
Vida longa a Márcio Lugó e sua mais recente cria!

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ivan Lins em festa

Agradecimentos especiais a Patrícia Chammas


Celebrando 70 anos, 
Ivan Lins tem dois LPs do início da carreira relançados

Um dos maiores nomes da nossa música, conhecido e gravado no mundo todo – o compositor, pianista e cantor Ivan Lins – tem muito a comemorar em 2015, com números expressivos representando sua carreira. Ontem, 16 de junho, Ivan comemorou 70 anos de vida, mas os festejos não param por aí. Ainda em 2015, o músico completa 50 anos de música, 45 de carreira e 40 de uma das mais sólidas parcerias da MPB, com o poeta e letrista Vítor Martins.
Pensando em celebrar tantas datas importantes junto aos fãs e consumidores da boa música, a gravadora, selo e editora Kuarup reedita dois CDs do início da carreira do artista. Sob licença da Sony Music, quarto e quinto álbuns de uma densa discografia de 42 títulos foram remasterizados pelo engenheiro de som Ricardo Carvalheira. São eles: “Modo Livre” (1974) e “Chama Acesa” (1975). Os discos, lançados pela, então, gravadora RCA, tiveram a produção assinada por Raymundo Bittencourt.
O maestro Arthur Verocai fez os arranjos de “Modo Livre”; já, “Chama Acessa”, teve arranjo coletivo de Ivan com os músicos da banda Modo Livre. Ambos os álbuns tiveram sua primeira edição em CD em 2001, marcando a estreia de Vítor Martins no trabalho, a quem Ivan chama, carinhosamente, de “bruxo”.
As canções “Abre Alas” (Modo Livre), “Lenda do Carmo”, “Joana dos Barcos (Beira-Mar)”, “Demônio de Guarda” e “Corpos (Chama Acessa)” são as primeiras de uma parceria de grandes clássicos.
Nos dois álbuns Ivan Lins contou com um super time de músicos: Wagner Tiso, Robertinho Silva, Maurício Einhorn, Laércio de Freitas, Márcio Montarroyos, Copinha, Miltinho e Aquiles Reis (MPB-4).
A Kuarup tem desenvolvido um papel fundamental como curadora, envolvendo pesquisa e análise de repertórios de grandes álbuns da música brasileira, reeditando-os e colocando-os novamente ao acesso do público, seja nas lojas físicas ou digitais. O material gráfico dos LPs originais é devidamente adaptado para o formato de CD. Não sabemos ao certo os motivos que levam as gravadoras a colocarem obras de tal importância na chamada “lista fora de catálogo”.
Para celebrar em grande estilo, Ivan vai lançar um CD que terá como título “América Brasil”. Já a música “Joana dos Barcos (Beira-Mar)”, que era um texto para teatro e foi musicada por ele, vai ganhar uma releitura para balé, devendo ser apresentado em outubro deste ano como parte das comemorações. Ivan sabe como ninguém cantar o amor e mandar seu recado de protesto. Suas músicas são atemporais.
Os álbuns mencionados apresentam os seguintes repertórios:
MODO LIVRE – “Rei do Carnaval” (Ivan Lins/Paulo César Pinheiro), “Avarandado” (Caetano Veloso), “Abre Alas” (Ivan Lins/Vítor Martins), “Chega” (I.L.), “Deixa Eu Dizer”, “Tens (Calmaria)”, “Não Tem Perdão”, “Espero”, “Essa Maré”, “Desejo” (essas últimas em parceria Ronaldo Monteiro), e ainda um pout-pourri com: “General da Banda” (Sátiro de Melo/Tancredo Silva/José Alcides), “A Fonte Secou”, (Macléo/Raul Moreno/Monsueto Menezes) e “Recordar é Viver (Recordar)” (Aldacir Louro/Aluísio Marins/Adolfo Macedo).
CHAMA ACESA – “Sorriso da Mágoa”, “Nesse Botequim”, assinadas pelo artista. As parcerias com Vítor Martins são: “Lenda do Carmo”, “Joana dos Barcos (Beira-Mar)”, “Ventos de Junho”, “Demônio de Guarda”e “Corpos”. Com Paulo César Pinheiro compôs a música que dá título ao CD, “Chama Acessa”, e “Poeira, Cinza e Fumaça”. Com o parceiro Ronaldo Monteiro temos apenas duas canções: “Não há Porque”e “Palhaços e Reis”.
A partir da segunda metade dos anos 1980, o cantor começa a enfatizar a carreira internacional, principalmente nos EUA, onde foi regravado por nomes expoentes, como: Quincy Jones, George Benson, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Barbra Streisand, Sting, entre outros.
Viva Ivan e a música brasileira!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O mago dos temas

Agradecimentos especiais a Patrícia Chammas


Viagens sonoras, delírios dos deuses da música 
se ouve em suas canções

Seja na TV, no teatro ou na telona, a música assinada por Marcus Viana sempre vai nos conquistar. Ela é feita com esmero e é imbuída de emoção, sempre marcando em nossas memórias. Marcus nos contempla com “Grandes Temas 2 – TV e Cinema”, uma compilação de grandes sucessos escritos por ele, exceto a letra da música “Ponte”, autoria da poetisa Marília Abduani.
Marcus é um músico, na essência da palavra, um criador de temas, um arranjador de mãos finas. Violinista por ofício, domina com perfeição instrumentos daqui e do mundo. Viana é fundador de uma das mais significativas bandas de rock progressivo sinfônico brasileira, o Sagrado Coração da Terra, que comemora seus 30 anos de estrada.
Outro projeto que merece destaque é a “Transfônica Orkestra”, que mescla instrumentos sinfônicos com elementos populares e étnicos. E o mago não para por aí: outro projeto que vale apena conhecer é o “Oceano da Criação”, trio composto por ele, o craviolista Stenio Mendes e o percussionista Djalma Corrêa. Seguir o fluxo da música como as águas de um rio que deságua num verdadeiro mar de canções espontâneas – essa é a proposta do trio.
O “Saecula Saeculorum” (ad aeternum barroco contemporâneo) é uma banda lendária criada em meados da década de 1970 pelo tecladista Giácomo Lombardi, que também integrada por Viana. Seu projeto mais recente, que depois irá ganhar um destaque, é “Famalé: diálogos musicais entre áfricas e brasis”. O inusitado álbum reúne o músico e griot senegalês Zal Sissokho com os mineiros Marcus Viana e Sérgio Pererê.
Na televisão, trabalhou com grandes diretores como Nilton Travesso (Meu Pé de Laranja Lima e Serras Azuis), Jayme Monjardim (Pantanal, Terra Nostra, O Clone, A Casa das Sete Mulheres, Ana Raio e Zé Trovão, Flor do Caribe, entre outras) e Walter Avancini (Xica da Silva). Para o cinema, com Joel Zito Araújo (Filhas do Vento), David Schurmann (O Mundo em Duas Voltas) e Jayme Monjardim (Olga).
O álbum em questão comemora os 20 anos de carreira do músico como compositor de trilhas sonoras. Para compor o disco, Viana escolheu novos arranjos e mixagens para vários sucessos, criando fonogramas inéditos. Entre as faixas que destaco estão: “A Ponte”, com participação de Paula Fernandes, e “Pátria Minas”, tema do programa “Terra de Minas”, pela primeira vez gravado em sua versão cantada.
Preparado para viagem musical? Conheça os temas: “A Magia do Cinema” (A Vida do Didi), “Quenda” (Xica da Silva), “Sublime” (Chiquinha Gonzaga), “A Partida da Frota” (O Mundo em Duas Voltas), “Iluminar” (Olga), “A Miragem” instrumental (O Clone), “Maktub” instrumental (O Clone), “Sinfonia dos Sonhos” (América), “A Sonata”, “Sinfonia” (Pantanal), “Vidas, Amores e Guerras” (A Casa das Sete Mulheres), “Beija-me Antes que o Mundo Acabe”, “Foz” instrumental (Filhas do Vento), “Ponte” (Flor do Caribe) e “Pátria Minas” (Terra de Minas).
Que venha muito mais. Nossos ouvidos agradecem!